Programa Mineiro de Combate ao Bicudo-do-Algodoeiro
O bicudo-do-algodoeiro (anthonomus grandis), nativo do México, é uma das maiores pragas da cotonicultura brasileira desde 1983, quando chegou ao país, e responde atualmente por cerca de 10 a 15% das perdas da lavoura. As maiores dificuldades na contenção do inseto devem-se principalmente à sua capacidade de dispersão e de permanecer nas plantações à espera de novo cultivo.
Em Minas Gerais, há 6 anos, a AMIPA, em parceria com o Fundo ALGOMINAS, desenvolveu o projeto com foco no monitoramento do bicudo, consistindo em um conjunto de ações efetivas de controle da praga em todas as regiões produtoras do Estado, que são:
- planejamento prévio da safra por meio de monitoramento do inseto em 100% das áreas do Estado, com levantamento de estatísticas da população;
- mobilização e conscientização dos produtores sobre o combate à praga, por meio da utilização de armadilhas com iscas de feromônio, instalação de TMBs - tubos mata-bicudo, realização de palestras e distribuição de material gráfico informativo;
- doação de armadilhas e iscas de feromônio para os produtores associados, cujas condições devem ser consultadas junto ao escritório da AMIPA;
- acompanhamento e coleta de dados, com a respectiva tabulação e emissão de relatórios periódicos;
- reposição gratuita dos materiais sempre que necessário e sob consulta prévia à AMIPA.
Conheça mais sobre o assunto no manual do Programa Mineiro de Combate ao Bicudo (PMCB):
-> Manual - Parte Externa
-> Manual - Parte Interna
Intensificação do Combate em 2011
Por meio de um planejamento prévio da safra a AMIPA faz o monitoramento do bicudo investindo em visitas técnicas periódicas, além de oferecer ao produtor associado informações relativas à origem e locais de abrigo da praga a fim de orientá-lo quanto ao (s) método (s) de combate mais adequado (s) a se adotar. As primeiras visitas, com objetivo de aconselhamento, são realizadas ainda na fase da colheita visando à próxima safra.
Com antecedência mínima de 60 dias antes do plantio ocorre a primeira visita do técnico da Associação para a instalação das armadilhas e iscas de feromônio, cuja distância entre elas e a quantidade são determinadas após definição dos talhões, pelo produtor, e análise do histórico da infestação na safra anterior. A partir daí o produtor realiza o monitoramento dos resultados do armadilhamento e faz a troca das iscas a cada 15 dias. Os dados apurados são registrados e enviados semanalmente à AMIPA para acompanhamento, alimentação e montagem de histórico do combate. A cada 30 dias o técnico visita a propriedade do associado até que seja finalizado o histórico e oferecida a orientação final ao produtor, em última visita antes do plantio. De posse dos resultados apurados pelo monitoramento o produtor toma a decisão acerca do tratamento químico que será realizado na lavoura.

A fim de tornar as medidas de combate ao bicudo mais efetivas, a AMIPA realizou um estudo criterioso junto aos seus associados e profissionais do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) e da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (SEAPA) objetivando alterar o calendário do Vazio Sanitário do algodão considerando as diferenças de clima das regiões mineiras que levam ao plantio e colheita em épocas distintas. Uma vez que a nova data foi avaliada e definida pelos envolvidos, a partir de 2011 a medida vigorará no Estado de 20 de setembro a 20 de novembro, em atendimento à nova Portaria 1.136, de 10 de maio de 2011, que alterou a Portaria 1.1019, de 13 de outubro de 2009.